Titulos pedem palavras bonitas .

E caso um dia eu decida torná-las públicas...

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Sentimento de Ausência Objetiva

Dei como perdidos meus poemas a tantos dias , julgando terem se perdido em meio à uma metáfora ou se destrido com a ponta da minha caneta tinteiro recém amaçada por colisão coloquial . Coloquial ? Uma queda vulgar como toda queda desprovida de intervenções , intrépida e bem direcionada , rumo ao terreno plano onde minhas palavras simplesmente não são mais .

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Mentes desgovernadas costumam afirmar que “no outro lado” se vê de tudo e , por isso , desde pequena , quando meus pais me preparavam para lidar com as horas e aglomerações do meio público é que me diziam – em tom de alerta – sempre um cuidadoso “se cuide” .

Hoje , talvez pelo hábito , o cuidado foi deixado de lado . O “de tudo” não mais assusta como novidade . Mas e se eu temer o resto do “tudo” a que ninguém faz referência e que estou ( estamos ) tão predisposta a encontrar ? O “de tudo” foi sempre tão limitado quanto as mentes que o qualificavam ( e qualificam ) como ‘grande’ , ‘poderoso’ … e “tudo” . Isto , regra geral , se restringe à mendigância , ambulância e à eterna vigilância ; É proliferação da “ânsia” , é o medo estimulado . Trata-se do medo do susto imediato e escancarado .

Não podemos confiar em trocadores , vendedores ou transiundos pois podem estar nos roubando . Não podemos confiar em quem nos rouba pois podem nos matar …

Seria mais sensato por parte dos ditos responsáveis que nos alertassem para o que de fato apavora . Eles , preparando-nos então , diriam com o coração em mão : “cuidado com todos os lados , pois em “tudo” há a doença , o silêncio , uma vida de perda e a morte . Se cuide .”

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You were supposed to come with me
All i ever wanted was to be with you …

(…)

You’re just a postcard out
Or so they say
I’m holding
Records for more
Sent out in one day
And if there’s a road
I’m meant to take
I’m going
Back on the ones who say

All the better times
When you were mine
And the cats are fine but they miss you …”

To one who has been long in city pent,
’Tis very sweet to look into the fair
And open face of heaven,- to breathe a prayer
Full in the smile of the blue firmament.
Who is more happy, when, with hearts content,
Fatigued he sinks into some pleasant lair
Of wavy grass, and reads a debonair
And gentle tale of love and languishment?
Returning home at evening, with an ear
Catching the notes of Philomel,- an eye
Watching the sailing cloudlet’s bright career,
He mourns that day so soon has glided by:
E’en like the passage of an angel’s tear
That falls through the clear ether silently.

- John Keats , em 1817

Morro de rir de toda vez que chego nessa parte do filme .

Play it again , Bogart !

– “Se esse avião decolar e você não estiver nele, vai lamentar – diz-lhe Rick. Talvez não agora, talvez nem hoje nem amanhã. Mas mais tarde, a vida toda.
– O nosso amor não importa?
– Sempre teremos Paris. Não o tínhamos, nós o havíamos perdido até você vir à Casablanca. Mas o recuperamos esta noite.
– Eu disse que jamais o deixaria – sorri Ilsa .
– E jamais me deixará .”

É totalmente justificavel a escolha alheia ; tanto que , ao ver e rever este final de filme inúmeras vezes não tem como não concordar que foi o desfecho ideal . E justamente a nossa satisfação para com ele mostra esse nosso lado a lá Stendahl ( vide “gráfico” ) . Faz mais sentido do que normalmente se admite julgar e o personagem de Bogart sabia disso ao pedir à Sam , no pico de seu bom senso reflexivo : “play it again” .

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